Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 21/07/2023
Em meados dos anos 1960, ocorreu uma transformação no campo por meio da introdução de tecnologias agrícolas que promoveram um aumento exponencial na produção de soja e milho. Trata-se da Revolução Verde, momento em que o mundo conheceu os alimentos transgênicos. Na contemporaneidade, a discussão acerca da transgenia está cada vez mais presente no cotidiano. Assim, convém refletir sobre os impactos desses alimentos na saúde da população e no meio ambiente.
A priori, deve-se salientar que o objetivo das empresas agrícolas é a obtenção do lucro. Nesse sentido, Karl Marx traça uma interessante teoria ao afirmar que a mentalidade do grande capitalista visa somente a acumulação de capital e ignora quaisquer valores éticos para alcançar esse objetivo. Desse modo, é nítido que a introdução de transgênicos não veio para satisfazer as necessidades de produção para a população no geral, porque os insumos modificados geneticamente são marjoritariamente aqueles que garantem lucros exorbitantes, como o milho que gera o etanol e a soja que alimenta os rebanhos de gado.
Ademais, o resultado da prática agrícola predatoria para o meio ambiente é deveras preocupante. Por exemplo, a partir da reflexão do químico Lavoisier, que pontua: “Na natureza nada se cria, tudo se transforma”, pode-se inferir que a introdução desses alimentos na mesa dos brasileiros vai gerar uma incorporação de produtos químicos no organismo dos indivíduos. Portanto, oberva-se que a mudança nos hábitos alimentares provocará um problema de saúde pública sem precedentes na história da humanidade, pois cada vez mais os produtos alterados estão sendo utilizados como insumos para a produção de alimentos comuns no cotidiano da população.
Diante dessa problemática, urge a necessidade de mensurar os impactos do consumo de produtos transgênicos. Para isso, o Poder Executivo -órgão incumbido da representatividade do povo- deve financiar pesquisadores de universidades brasileiras para entender os impactos do consumo desses alimentos. Isso deve acontecer por meio de editais públicos que angariem os habilitados para realizar a referida tarefa. Com certeza, unindo a Academia e o poder público, será possível buscar caminhos prósperos alicerçados na ciência.