Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 12/08/2022
No livro “O Conto de Aia” a autora Margaret Atwood narra uma distopia em que as mulheres são escravizadas e usadas para a procriação. Assim, pode-se ver no livro um ambiente machista que destaca uma crença de superioridade masculina, prejudicial às mulheres, mas também aos homens. Nesse sentido, destacam-se dois prejuízos causados aos homens pelo machismo: a relutância com o autocuidado e a dificuldade de expressar sentimentos.
Em princípio, é importante ressaltar a relutância do homem em estabelecer o autocuidado, por medo de ser considerado feminino perante a sociedade preconceituosa. Nessa perspectiva, muitos homens deixam de cuidar da saúde física e mental, como apontam dados do Ministério da Saúde que dizem que 30% dos homens não tem o hábito de ir ao médico e metade deles só procura um médico quando os problemas de saúde já estão avançados. Dessa forma, devido a esse pensamento, os homens vivem menos e uma masculinidade saudável se torna uma realidade cada vez mais distante, por conta da sociedade machista.
Além disso, vale pontuar que a dificuldade do homem em demonstrar sentimentos está diretamente ligada ao ensinamento da sociedade machista. Dessa maneira, meninos escutam desde pequenos que “homem não chora” e que “mulheres que são emocionais”. Assim, os homens são condicionados a pensar que para serem másculos devem esconder suas emoções e sofrer em silêncio, isso os leva a não expressar seus sentimentos, o que pode prejudicar relacionamentos, ocasionar desavenças com entes e afetar a saúde mental deles.
Portanto, é notório a necessidade de medidas para sanar essa problemática e melhorar esse cenário vigente. Para isso, é preciso que o Governo Federal, juntamente com as escolas e universidades, promova movimentos contra o pensamento machista, por meio de debates e palestras de concientização, a fim de mudar essa opinião preconceituosa. Dessa forma, o problema será erradicado e a sociedade brasileira não experienciará a realidade distópica retratada no livro de Margaret Atwood.