Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens

Enviada em 22/08/2022

Com uma resistência psicológica baseada em uma construção social histórica, hegemônica e de masculinidade heteronormativa - herdada como base cultural do período colonial - o machismo afeta negativamente não só as mulheres, mas também os homens. Portanto, são necessárias ações para aplacar tal óbice, pois, segundo a escritora Nana Queiroz, “os meninos são a cura do machismo”.

Em primeira análise, vale salientar que o machismo no Brasil é um legado colonial, no qual, o homem é o centro controlador do meio social. Como Paul Kivel conta em seu livro Men’s Work, países de terceiro mundo foram colonizados por potências religiosas que eram controladas exclusivamente por homens. Logo, o controle social tornou-se pressão psicológica e constante aprovação de masculinidade, fazendo criar uma geração de homens agressivos, impulsivos e negligentes com o auto cuidado.

Ademais, a constante imposição de masculinidade faz com que os homens sofram sem buscar ajuda afetiva e/ou profissional por acreditarem serem atitudes ligadas ao gênero feminino. De acordo com dados do Ministério da Saúde, os rapazes tem o menor índice de procura por serviços periódicos de saúde e são maioria nos números de mortalidade por doenças graves e suicídio. Além disso, como Dráuzio Varella conta em “Carcereiros”, diversos homens morrem todos os anos vítimas de câncer de próstata pelo fato de o exame de toque ser algo relacionado a homossexualidade. Isso mostra como o machismo estrutural afeta diretamente a saúde e a qualidade de vida dos garotos.

Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde à criação de campanhas de conscientização nos meios de comunicação e escolas sobre a importância do combate ao machismo estrutural. Por meio de palestras e vídeos comerciais, doutrinar a população masculina sobre a importância do combate à atitudes misóginas e suas consequências nocivas a saúde. Dessa forma, rumar para uma sociedade mais igualitária e livre do machismo, como anseia Nana Queiroz.