Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 30/08/2022
Diversos incisos do Artigo 5° da Constituição de 1988 prevêem que nenhuma pessoa ou grupo social deve sofrer pressão psicológica para fazer algo senão o que está prescrito na lei. Todavia, não é isso o que ocorre, uma vez que diariamente milhares de homens são forçados a terem determinadas atitudes para reforçarem constamente sua masculinidade. Desse modo, cabe debater como esta cobrança exarcebada prejudica a vida social e a saúde destes cidadãos.
De início, deve-se destacar que, desde a mais tênue infância os garotos já são vítimas de determinadas expectativas prejudíciais. De acordo com o sociológo Emile Durkheim, o fato social é a forma como a sociedade impõe seus valores para os cidadãos sem se importar com os desejos particulares desses indivídios. Ademais, tais condutas como coibir os homens de usarem certas roupas ou praticarem determinados esportes não buscam propociornar mais bem-estar ao gênero masculino, mas tão somente impôr que se comportem de dessa maneira ou do contrário serão motivo de piada e exclusão pela sociedade. Dessarte, toda a vida social dos homens fica a mercê desse jogo cruel e sem descanso.
Outrossim, vale ressaltar que, muitas vezes, a saúde masculina é negligênciada por pensamentos retrógrados e machistas. Segundo uma pesquisa do jornal O Globo, quando entrevistados alguns homens sobre o motivo deles não frequenterem hospitais e psicológos tanto quanto as mulheres a maioria das respostas diziam que esses hábitos não se equandram no perfl masculino. Assim, fica claro que o machismo estrutural compromete a qualidade de vida masculina e os torna mais suscetiveis à adquirirem problemas físicos e mentais.
Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, deve investir em ações que visem combater essa mentalidade ultrapassada. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública para a realização de campanhas que informem sobre como atitudes preventivas não interferem na masculinidade dos homens, além de, aos poucos, mitigar as cobranças que só prejudicam a sociedade como um todo. Somente assim a sociedade acabará com esse estigma e os indivíduos do sexo masculino serão livres para escolher o que lhes faz bem.