Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 31/08/2022
Inicialmente, analisando o contexto social em que os homens estão inseridos, a masculinidade sempre foi algo essencial para a aceitação do homem na coletividade. No filme “Treinando o Papai”, o personagem principal Joe é cobrado e julgado constantemente pela relação que tem com sua filha Peyton, visto que exerce a profissão de um famoso jogador de futebol americano e possui certo receio em demonstrar fragilidade. À vista disso, há pontos a serem discutidos, como: a normalização da ausência masculina em períodos essenciais e a indiferença com os sentimentos do indivíduo homem.
Em primeira análise, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, aponta-se que 20% dos pacientes atendidos no Centro não permitiram que o médico urologista realizasse o exame de toque retal, popularmente chamado de “toque”. Há uma grande questão “cultural” em que os homens consentem que ao realizarem o toque retal da próstata vão perder a masculinidade. A ausência masculina para essa circunstância ainda é muito normalizada e origina-se, consequentemente, pelo machismo enraizado, propiciando o agravamento de doenças que podem ser inibidas.
Em segunda análise, é indiscutível afirmar que a repressão aos sentimentos dos homens é um fator muito presente ocasionado em detrimento de uma constante pressão social. Tal situação, vista como algo banal, torna-se presente até mesmo em canções populares. A música “Porque homem não chora”, de Pablo, demonstra através de seu próprio título a insistência em afirmar que o homem detém sua masculinidade somente se encobrir o que sente. Na prática, a canção retrata o que a realidade nos proporciona, contudo, a devida importância não é cedida.
Dessarte, intervenções são necessárias para atenuar a problemática. Logo, o Ministério da Saúde, ciente da situação, por meio de campanhas, deve estimular a conscientização do exame a fim de promover seu feito para inibir a propagação da doença. Ademais, o Governo Federal, para converter a situação, deve, por meio de debates e palestras, promover movimentos contra a sociedade machista a fim de abordar o assunto e mudar concepções preconceituosas e, enfim, provir gradativamente a erradicação do problema.