Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 01/09/2022
De acordo com matéria divulgada pelo site “G1”, os homens vivem menos que as mulheres e isso se deve ao incentivo cultural para o comportamento violento e arriscado do sexo masculino. Nesse contexto, evidencia-se que o machismo arraigado na sociedade é nocivo para esse grupo. Em vista disso, percebe-se uma problemática causada pela manutenção de uma sociedade machista, que gera como consequência a negligência à saúde desses indivíduos.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que grande parte do meio social projeta na figura masculina o ideal de virilidade, domínio e incapacidade de ser frágil. Conforme a escritora Bell Hooks, “ser oprimido significa não ter escolha”. Sob essa ótica, o homem ao ser inserido na sociedade é subjugado a essa projeção, pois caso não se adeque ao padrão é taxado como uma pessoa fraca e secundária, como “uma mulher”. Nessa conjuntura, não há um poder de escolha para o homem, ele também é oprimido e reprimido por comportamentos que destoam do idealizado. Desse modo, é inadmissível a permanência desse cenário, visto que impossibilita a formação de um corpo civil tolerante e equânime.
Consequentemente, a falta de posicionamento analítico frente ao machismo resulta na privação do autocuidado. Segundo o professor Lenadro Karnal, “conhecer é a condição para eu me libertar de mim mesmo e das amarras sociais”. Sob esse viés, o homem “amarrado” nessa realidade tem sua saúde marginalizada, porque ele está afundado na ignorância de que por ser “forte” não precisa ser zeloso com sua saúde, por exemplo: muitos são vítimas do câncer de próstata por não realizarem o exame de toque a partir dos 40 anos. Destarte, é inaceitável a manutenção dessa mentalidade, já que ela corrobora o adoecimento dos cidadãos.
Logo, faz-se necessário um revés nesse problema social. Para tanto, a mídia- como fonte de conhecimento- deve propagar a importânica do combate ao machismo em todas as esferas da sociedade e evidenciar como este é danoso à liberdade e à saúde do sexo masculino, por meio de publicidade e matérias jornalísticas nas redes de comunicação, a fim de que o público-alvo seja sensibilizado e haja uma posicionamento do meio civil averso a essa mentalidade. Só assim, será possível mitigar os danos causados pelo ideal machista.