Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens

Enviada em 11/10/2022

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne aos danos provocados pelo machismo à vida dos homens, que segue sem uma intervenção que o resolva. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da mentalidade social e do silenciamento.

Em primeira análise, a influência de uma ideologia deturpada é um desafio presente. Chimamana Adichie defende que “a cultura não faz as pessoas; as pessoas fazem a cultura”. Tal perspectiva aponta para a responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo quanto aos malefícios de ideias machistas, visto que essa mentalidade reforça estereótipos enraizados na sociedade - como, por exemplo, da masculinidade frágil- o que leva o cidadão a limitar suas ações. Assim, é preciso suscitar a ação individual para a construção social desejada.

Ademais, a falta de informação mostra-se um complexo dificultador. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão dos danos que o machismo provoca no homem, haja vista que, erroneamente, pouco se repercute sobre a temática nos meios de comunicação o que, consequentemente, está intimamente ligado a perpetuação de tais ideais. Dessa forma, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

É imprescindível, portanto, que medidas estratégicas sejam tomadas. Para isso, o governo deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas do assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre os impactos de pensamentos machistas para o público masculino. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis do instagram para atingir mais pessoas - o que torna mais visível. Desse modo, é possível sair da inércia em que se encontra.