Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 19/10/2022
Pierre Bordieu, sociólogo francês, escreve que a dominação masculina seria uma forma de violência simbólica, isto é, o machismo velado é praticado e marcarado nas relações sociais. De tal modo, na atualidade, a sociedade brasileira ainda é machista, uma vez que tanto o aspecto cultural como a ineficiência do poder público são responsáveis por esse sentimento misógino e que traz prejuízos para a vida dos homens. Nesse sentido, faz-se necessário promover discussões sobre a temática no intuito de buscar mais informações relacionadas ao tema.
Com efeito, há, no Brasil, uma cultura essencialmente machista que historicamente foi desenvolvida e, com o decorrer do tempo, gerou um pratriarcado, de maneira que as mulheres sempre foram tratadas como inferiores. Nessa perspectiva, a pesquisadora americana Gerda Lerner escreve que nenhum homem foi excluído do registro histórico por causa do sexo, mas todas as mulheres foram. Dessa forma, elas se tornaram algo de discriminação e marginalização.
Além disso, o Estado é ineficaz em punir e fiscalizar casos advindos de atitudes machistas, tais como assédio, estupro e violência doméstica, de forma que a sensação de impunidade, juntamente com o preconceito histórico, faz com que esses comportamentos se perpetuem. Outrossim, a socióloga Hanna Arendt, em sua obra “Banalidade do Mal”, tece que atitudes maléficas são praticadas de modo constante, de modo que elas se tornam banais. Diante disso, o poder público pratica o mal em não conter atitudes discriminatórias dos homens, isto é, torna-se normal e até mesmo banal perante a sociedade, mesmo que inconscientemente.
Depreende-se, portanto, que a comunidade brasileira, em pleno século XXI, é provida de atitudes machistas. Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação(MEC), por intermédio das escolas, deve promover, com filósofos e sociólogos, palestras educativas para a pais e alunos sobre a importância do combate ao machismo no século XXI. Esse projeto precisa ser divulgado nas mídias digitais: TV aberta, internet e rádio para que mais pessoas sejam alcançadas. Ademais, a população precisa cobrar, por meio de manifestações pacíficas, leis mais rígidas e maior fiscalização por parte do Estado em casos de misóginia. Pois, só assim a msculinidade tóxica será combatida e sociedade evoluirá corretamente.