Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 21/10/2022
Na Grécia Antiga, na cidade de Atenas, a cidadania só era prevista para homens, maiores de 21 anos e filhos de pais atenienses, de modo que mulheres não eram cidadãs em circunstância alguma. Em concordância a isso, fica claro que os corolá-rios do machismo sempre foram muito evidenciados nas mulheres. No entanto, tais consequências também podem ser vistas nos homens. Assim, torna-se perti-nente abordar a repressão e a secundarização de apectos como saúde dos homens para entender os danos provocados pelo machismo à vida destes.
A princípio, é válido discorrer a cultura de impedir os homens de exprimir as fra-gilidades e os sentimentos como um dos óbices do machismo na vida deles. Nessa perspectiva, a música “Porque homem não chora” do cantor brasileiro Pablo “do Arrocha” mostra a situação em tese com frases como: “Estou indo embora, a mala já está lá fora, porque homem não chora”. Isso desmonstra que os homens são en-sinados que não devem demonstrar fraqueza e vivem nessa tantativa, uma vez que isso é visto como algo inerente à mulher, logo, sinônimo de que aqueles não são “homens de verdade”. Assim, entende-se que o machismo causa nos homens com-portamentos autorrepressivos, de modo que vivem presos a esses padrões.
Além disso, é mister explorar a negligência em algumas áreas da vida masculina, as quais o machismo vê como desnecessárias de um homem lidar. Nesse sentido, foi criado, no século XIX, no Brasil, um remédio chamado “A Saúde da Mulher”, o qual dizia promover aspectos indispensáveis para a saúde feminina. Isso resplan-dece que o aspecto saúde do homem é algo secundarizado, pois na visão do ma-chismo estes não precisam cuidar disso, haja vista que não devem ser frágeis, logo, não adoecem. Destarte, nota-se que outro dano da cultura machista é evidenciado na desatenção acerca de áreas da vida masculina, como a saúde.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar o óbice em te-se. Então, cabe às escolas e às famílias, promoverem uma educação inclusiva, por meio da valorização do sentimentos de ambos gêneros, como o não uso de frases repressivas e sem hierarquias, para se descontruir não só a cultura machista, como os danos desta à vida dos homens. Somente assim, situações como a de Atenas não existirão e homens e mulheres mais protegidos dos danos do machismo.