Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 28/10/2022
Segundo o postulado do filósofo Sartre, o pior mal é aquele ao qual nos acostumamos. Dessa forma, diante dos danos provocados pelo machismo à vida dos homens na sociedade brasileira atual, nota-se que o ideal do filósofo francês é verificado, visto que a população se apoia no determininsmo biológico sustentado pelos valores do patriarcado e na transmissão de valores machistas no ambiente familiar. Diante dessa perspectiva cabe avaliar fatores que favorecem esse quadro no Brasil.
Sob essa análise, é necessário salientar que tópicos relevantes são combinados na estruturação dessa problemática. Dentre eles, destaca-se o patriarcado, que é um sistema social que favorece o homem branco heterossexual. Essa estrutura social é ultrapassada, já que insiste em manter viva uma sociedade em que homens não são permitidos a demonstrar emoções consideradas femininas, como a tristeza e o medo. Dessa forma, constrói-se uma comunidade em que o sexo masculino encontra-se em constante julgamento, tanto da sociedade, quanto de si mesmo.
Outrossim, é importante pontuar que a transmissão de valores machistas também colabora com o problema no território brasileiro. Conforme o sociólogo Durkheim, fato social é a mandeira coletiva de agir e pensar. De maneira análoga é possível perceber que em uma sociedade que tem por herança formas de violência, como o machismo, há de se colher como fruto, homens que oprimem e não se permitem apresentar uma série de comportamentos, por medo de serem considerados frágeis ou menos masculinos que os outros.
Urge, portanto, que as escolas, por meio de palestras sobre a importância dos valores feministas de igualdade de gênero, visando a informar crianças e jovens sobre os danos do machismo na sociedade como um todo, a fim de atenuar tal forma de discriminação, além de impedir que essa ideologia continue a ser transmitida no ambiente familiar. Ademais, cabe ao Poder Judiciário criminalizar essa forma de violência, com o intuito de advertir que essa chaga social não é mais tratada de forma passiva. Quem sabe assim, o Brasil possa se tornar um país que não se acosuma à mal algum.