Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 08/11/2022
A esfera emblemática do machismo se problematiza desde a escolha na cor da camiseta até o salário de profissionais com funções análogas. Com isso, apesar do senso comum associar o machismo, majoritariamente, aos danos causados nas mulheres, a abrangência desse público é muito maior, inclusive aos homens. Nesse sentido, os motivadores do machismo também se automutilam causando dano aos próprios homens.
Em primeiro lugar, é importante associar o machismo como uma estrutura de violência simbólica. Sob essa abordagem, o sociólogo contemporâneo, Pierre Bordieu afirma que é uma agressão suave, insensível as suas próprias vítimas porque permanece, essencialmente, pelas vias da simbologia. Nesse contexto, as simbologias adotadas como, por exemplo, na escolha dos brinquedos sexistas, já promove um encaminhamento ao machismo. Assim, sem perceber, a perpetuação dessa problemática se mostra sutil em um brinquedo másculo e encharcado de virilidade.
Nota-se, ainda, que apesar de parecer inofensivo, esse sexismo pode impactar em uma íntima relação com problemas de saúde. Diante desse cenário, convém pontuar sobre o cancêr de próstata, que é uma das maiores causas de fatalidades nos homens. Entretanto, apesar da importância, alguns homens não realizam o exame anual por preconceito. Causa disso é explicado na obra intitulada ‘‘Segundo sexo’’ de Simone de Beavouir. Consoante essa abordagem, ela explica que a objetificação da mulher em segundo plano fomenta dogmas sexistas como ‘‘Isso é coisa de menina’’. Com isso, é possível mencionar a falta de comprometimento dos homens na prática dos exames de próstata dentro das clinicas.
Depreende-se, portanto, que o machismo é uma estrutura que, apesar de parecer inofensiva, pode provocar danos até na saúde do sujeito. Logo, é evidente a necessidade de mudanças desde a infância até a fase adulta. Para tal, é imperativo que o Ministério da Educação, por intermédio das escolas - instituições responsáveis pela educação - realizem rodas de conversas entre as turmas, a fim de gerar discussões e diminuir os impactos da violência simbôlica estudada pelo Pierre Bordieu. Além disso, é fundamental incluir comerciais nas programações diárias por meio do Ministério da Comunicação no canais do governo em prol do insentivo da realização de exames anuais e na diminuição de preconceitos acerca do exame