Os danos provocados pelo machismo à vida dos homens
Enviada em 04/03/2023
No longa metragem “Psicopata Americano”, acompanhamos Patrick Bateman, um empresário norte americano de classe média, que nada mais é do que fruto de uma sociedade capitalista e patriarcal, que o faz ter comportamentos misóginos e a necessidade de se sentir superior e másculo em relação a seus colegas, não aceitando ser taxado como inferior ou não “homem o suficiente”. A obra, apesar de ser relativamente antiga, ainda descreve perfeitamente como o machismo constrõem homens de masculinidade fragilizada e tóxica.
Os homens no Brasil são criados com uma formação que os levam a seguir comportamentos que quase sempre remetem a bestialidade, como a falta de higiene, a não preocupação com a saúde, virilidade exacerbada, a não demonstração de sentimentos, dentre outras coisas. Homens que não seguem esses padrões acabam atraindo opiniões que o julgam como alguém “não másculo” ou como homossexual, que além de ressaltar a homofobia na sociedade, podem resultar na sua exclusão de determinados ciclos sociais.
Esse tipo de relação faz com que homens apresentem dificuldade em se relacionar consigo mesmos e com os demais, além de gerar problemas de autoestima e autocobrança, pode levar homens a terem comportamentos misóginos e homofóbicos e em casos mais severos, podem levar a depressão e consequentemente ao suicídio. Segundo dados divulgados pela OMS em 2019, em média 76% dos suicidios ocorrentes no Brasil são feitos por homens, o que pode de ser levado em conta a masulinidade tóxica como um dos principais fatores responsáveis.
Em síntase, devem ser tomadas medidas, a longo prazo, para transformar a sociedade em um ambiente menos tóxico e humanista. Através de uma desconstrução da masculinidade proposta pelos veículos de mídia governamentais e sociabiliação das massas e com a assistência psicológica provida pelo Ministério da Saúde, o Brasil então poderá caminhar para a construção de uma sociedade menos conservadora e mais acolhedora para seus cidadãos.