Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade

Enviada em 14/09/2026

A falta de empatia é um dos principais pilares que mostra barreiras onde a maior parte da população não enfrenta as desigualdades diárias que outros grupos enfrentam. Isso contribui para divisões sociais, ilusão e ignorância da meritocracia, aumento do preconceito e dependência extrema de programas sociais por apresentar uma pobreza normalizada.

Na sociedade brasileira, a ausência de consciência sobre os próprios privilégios apresenta um desafio de uma realidade igualitária com mais oportunidades de vida, trabalho e estudos. Essa falta de entendimento gera uma desigualdade social naturalizada, onde as pessoas passam a normalizar sofrer ou aceitar viver na pobreza com falta de oportunidades. Neste contexto, essa pauta é abordada no filme brasileiro Que Horas Ela Volta, mostra a Val, uma empregada doméstica que aceitou a sua submissão inferioir diante das desigualdades presentes. Jéssica, filha de Val, vai morar com a mãe e começa a questionar os desafios dessa submissão e a sua naturalização. Jéssica consegue passar em uma faculdade pública e trás essa quebra de padrões das desigualdades sociais.

Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, as pessoas conseguem influenciar suas oportunidades através de capitais culturais, sociais e econômicas. Dessa maneira, pessoas que crescem em um ambiente com acesso a educação de qualidade, livros, experiências culturais, mas nem todos consomem essas oportunidades de conhecimentos, fazendo com quem tem acesso seja visto apenas como esforço pessoal.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, promover ações educativas que ensinem os alunos sobre os diferentes privilégios e os desafios das desigualdades sociais e raciais presentes na sociedade. O Governo deve ampliar o acesso à educação e ao Trabalho, para que os auxílios sociais sejam um apoio, e não sinônimo de renda para não depender de salários pequenos.