Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade
Enviada em 14/09/2026
Na canção “Construção”, Chico Buarque relata o trágico destino de um trabalhador civil no qual ele é explorado por uma jornada exaustiva, cuja morte é apresentada como algo banal, de modo que a sociedade segue seu curso normalmente. Analogamente, as pessoas de classes socialmente menos privilegiadas enfrentam de maneira semelhante uma indiferença e vulnerabilidade, visto que evidenciam na sociedade a falta de consciência de privilégio nas classes mais abastadas, assim contribuindo para as invisibilidades das desigualdades. E, considerando o contexto atual, a influência das mídias sociais nesse processo.
Em primeira análise, é possível observar que a naturalização das desigualdades na sociedade contribuem com a falta de consciência de privilégios que no consequente leva a invisibilizar as desigualdades entre a população. No período da revolução francesa exemplifica esse processo. A sociedade era governada por estamentos de modo que as classes menos favorecidas arcavam com a maior parte dos serviços e impostos, gerando grandes dificuldades, como a fome. Entretanto, a nobreza e o clero desfrutavam de seus privilégios, demonstrando indiferença com a situação da sociedade que os cerca por isso. Sob essa perspectiva, a problemática não se limita apenas no contexto histórico, uma vez que também se manifesta na atualidade. Visto que os mais favorecidos tendem a não perceber os obstáculos de grupos mais vulneráveis por não vivenciarem tais desigualdades, tornando a realidade desgostosa da população invisível.
Contudo, medidas devem ser tomadas para que haja o fim da falta de consciência de privilégios que perpassa as invisibilidades das desigualdades. Para isso, é necessário que o Governo Federal, por meio dos ministérios da Educação juntamente com o Ministério dos direitos humanos e Cidadania, promova mostras culturais obrigatórias em ambientes educacionais, além de palestras acerca das desigualdades, com intuito que as demais realidades sejam reconhecidos e compreendidos. Além do mais, os grandes influenciadores devem ajudar nesse processo, discutindo e refletindo em suas redes sociais. A partir disso é possível formar cada vez mais jovens conscientes de seus privilégios.