Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade
Enviada em 05/09/2023
John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar os direitos e bem-estar da população. Todavia, em virtude da ausência de consciência de privilégios ser uma realidade na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público não atua de modo efetivo e, pior, não exerce seu papel social conforme os ideais de John Locke. Nessa lógica, é possível analisar a má influência midiática e o legado hitórico como impulsionadores do problema.
De início, percebe-se que a má atuação da mídia fomenta a permanência do entrave na sociedade, dado que silência-se sobre o assunto, contribuindo para que os grupos favorecidos não tenham um pensamento mais empático sobre aqueles que não tem as mesmas oportunidades. Nessa ótica, ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para combater os problemas sociais, nota-se que essa conduta não é realizada pelos brasileiros, sobretudo, quando o assunto é ausência de consciência de privilégios. Isso, porque, lamentavelmente, o indivíduo não questiona a realidade na qual está inserido, tendendo a aceitar essa problemática.
Além disso, vale ressaltar o legado histórico como fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que, segundo a história, pessoas com baixa renda e negros eram considerados inferiores. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, os indivíduos incorporam pensamentos difundidos ao longo dos anos e reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com a persistência da ausência de consciência de privilégios, já que a população, adequada e acostumada com esse cenário, permite que a problemática supricada continue em evidência, justamente por esse traço natural e banal diante dos fatos.
Urge, portanto, a adoção de medidas para combater o problema. Nesse sentido, o Poder Público juntamente com a mídia precisa informar a população sobre esse tipo de consciência, por meio de palestras e posts nas redes sociais. Desse modo, haverá conhecimento sobre o assunto, para que exista a consciência de privilégios na sociedade. Feito isso, ao presenciar um Estado efetivo e ativo, a ideologia de Locke, poderá certamente, ser cumprida e notada no país.