Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade
Enviada em 12/09/2023
A declaração universal dos direitos humanos foi criada em 1948 logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, nela está prescrito que todos os seres humanos independente de sua cor, classe econômica, país de origem ou etnia teriam perante a lei os mesmos direitos, direitos como liberdade de expressão e direito a educação, porém atualmente nem todas as pessoas dispõem dessas coisas. Assim, mostra-se relevante pensar no tema, uma vez que a distorção da palavra privilégio e a perpetuação de ciclos de descriminação, configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.
De início, é notório destacar banalização da palavra “privilégio”, atualmente essa palavra tem sido tirada de seu significado real e passou a ser utilizada de forma banal, a palavra deriva de questões que possuem a ligação com a meritocracia e com as vantagens que uma classe possuí em relação a outra e não com a oportunidade de não se preocupar se vai conseguir ter todas as refeições por exemplo, isso é um direito que deveria ser garantido a todos os seres humanos, já privilégio esta diretamente relacionado com o fato dê a sua classe socioeconômica e origem definirem as oportunidades que você terá ao longo da sua vida.
Ademais, cabe ressaltar a perpetuação de ciclos de descriminação, devido ao fato da banalização da palavra, muitas pessoas acabam por não reconhecer os seus privilégios e descriminando pessoas que não disponham das mesmas oportunidades e que eles, o que contribui com sistemas de opressão e de fortificação da desigualdade. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje uma geração em que sua maioria é bitolada pela ideia da meritocracia, o que faz com que elas julguem pessoas que não dispõe da mesma situação socioeconômicas como indivÍduos que não correram atrás das suas metas.
Visando minimizar o tema, é dever do Estado incentivar o debate sobre direitos e privilégios dentro das instituições de ensino, com o objetivo de tornar claro as diferenças presentes em nossa sociedade, utilizando da criação de espaços para essas discussões, conscientizando assim principalmente os mais jovens.