Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade

Enviada em 03/10/2023

Desde as civilizações antigas, como o Antigo Egito, até a Idade Contemporânea, o ser humano tem uma característica pertinente: a desigualdade social. Esse fator le-

va à existência de privilégios atrelados a um grupo específico de pessoas, que mes-

mo que não represente a maioria quantitativa, se sobressai sobre os demais. Nesse

contexto, cabe discutir os desafios da ausência de consciência destas vantagens na sociedade, destacando a lacuna educacional e a invisibilidade das minorias sociais.

Em primeira análise, ressalta-se que a ignorância perante ao tema está entre suas causas. Em ilustração, livro de John Boyne, “O menino do pijama listrado”, ambien-

tado na Segunda Guerra Mundial, retrata um garoto alemão que faz amizade com um judeu. Embora sejam da mesma idade, o protagonista não entende o porquê de o aprisionado ter as condições que tem. Fora da ficção, realidade similar é observada, sendo explicada pela falta de reconhecimento das causas sociais pelas classes mais abastadas, resultando em níveis insuficientes de ações que auxiliem as pessoas mais carentes.

Em consequência disso, surge a questão do acobertamento das dificuldades des-

te público. Por exemplo, é frequente a pauta sobre meritocracia, conceito que alega que os mais esforçados conquistam mais. Porém, esta linha de pensamento não considera o fato de que alguns indivíduos, por questões históricas como socie-

dades patriarcais e escravagistas, nascem já privilegiados em relação a outros, fa-

zendo com que, assim, pessoas negras, pobres e de sexo feminino tenham que realizar esforço maior para atingir espaços já ocupados por aqueles que nasceram ali, terminando tendo suas necessidades e vozes ignoradas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para o afastamento desta nefasta realida-

de. O governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, a fim de promo-

ver a interação de toda a população brasileira, deve aprimorar as escolas públicas de modo a não existir necessidade das particulares, por meio de investimentos e manutenções necessárias, fazendo com que os indivíduos conheçam diferentes vivências desde cedo. Assim, uma sociedade com mais consciência de classe será observada.