Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade

Enviada em 24/01/2024

De acordo com o filosofo francês Jean-Paul Sartre, o ser humano é livre, portanto é responsável. No entanto, a sociedade brasileira atual se mostra irresponsável quanto a estar consciente da ausência de privilégios em indivíduos mais vulneráveis socialmente. Assim, é necessário debater e solucionar tal problemática afim de dar visibilidade e engajamento social por meio da conscientização de tais desafios.

Primeiramente, há de se considerar a existência de desafios em privilégios de origem étnica-social. Pois com o histórico colonialista e escravista do Brasil, temos preconceitos enraizados culturalmente como destaca o ativista da causa indigena Ailton Krenak. Logo, estes estigmas levam a um desmerecimento irracional de povos originários, lhes trazendo dificildades de participação na sociedade, como chances na preparação profissional e entrada no mercado de trabalho, onde grupos étnicos privilegiados tendem a serem escolhidos injustamente.

Segundamente, os privilégios com base em classes sociais também afetam negativamente o corpo social. De acordo com o sociólogo Karl Marx, as classes sociais se baseiam na exploração do trabalhador, e no privilégio das classes burguesas. Desta forma, a ausência de consciência de classes para reconhecer as dificildades e privilégios de cada, leva a um impecilho para a elaboração de resoluções.

Em suma, a problemática anteriormente abordada é complexa e pertinente, e envolve aspectos históricos, sociais, culturais e econômicos. No entanto, ainda carece de atenção e abordagem, sendo importantíssima a solução de tal questão.

Dessa forma, o Estado como agente solucionador de conflitos, por meio das esferas estaduais e federais, criaria o “projeto nacional de conscientização de privilégios sociais” que através de seminários e debates abertos a população e em praças públicas, ministrados por sociólogos e demais profissionais da área, buscariam conscientizar as massas. Consequentemente, diminuindo os entraves de preconceitos, e estimulando a consciência de classe para o desenvolvimento social. Em fim, a sociedade brasileira estaria sendo livre e também responsável, como apontaria Sartre.