Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade
Enviada em 20/03/2024
Na Índia, até o ano de 1940, o país foi divido por castas, as quais dividiam a sociedade, as castas mais inferiores sofriam por conta do preconceito e da falta de direito que as castas mais superiores possuíam, as pessoas nasciam e morriam com a mesma casta. De forma análoga e valorizando o contexto da época e da região, no Brasil a população sofre com a desigualdade social e a ausência da consciência de privilégios das classes mais bem favorecidas, o que torna quase impossível alguém das classes mais inferiores conseguir se destacar e mudar de classe. Corroboram para isso a ineficiência estatal e a invisibilidade midíatica.
Primeiramente, é necessário ressaltar o papel principal da inefiência estatal quanto ausência de consiência de privilégios. Segundo o escritor inglês George Orwell: “Todos são iguais, porém uns são mais iguais que outros”. Assim, mesmo que a Constituição Federal garanta em seu artigo 5 que, em outras palavras, todos tem os mesmo direitos perante a lei, diariamente a população sofre por não ter as mesmas condições de moradia e estudos, por exemplo. Sendo assim, a insciência de privilégios nem existiria se todos dispusessem dos mesmo direitos, logo, se algo é dever do Estado e direito do cidadão e esse algo não lhe é garatido, se vê uma clara ineficiência estatal.
Segundamente, é válido destacar o papel da mídia para a necedade dos priviligiados sobre seus privilégios. Segundo o filósofo francês Pierre Levy, parafraseadamente, a mídia e a informação devem andar sempre juntas para o melhor funcionamento de ambas. No entanto, a mídia brasileira prefere dar destaque à matérias que geram engajamentos e não a informação em si, e uma vez que esse assunto não gera vizualizações, acaba caindo no esquecimento das redes. Em vista disso, a invisibilidade midiática gera ignorância da população sobre o tema.
Portanto, é nítido a permanência dessa problemática no Brasil. Dessa forma, o Estado deve, por meio da mídia, divulgar reportagens e documentários, visando informar e concientizar a população sobre tema, além investir em políticas públicas, visando equipar as condicões de vidas da população. Então, esse problema seria minimizado gradativamente.