Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade

Enviada em 27/05/2024

O artigo 5 da Constituição Federal de 1988 diz que todos são iguais perante à lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo a todos a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade. Todavia, na prática, isso não é vivenciado por toda sociedade, já que parte da população tem mais privilégios em detrimento de outras pessoas. Diante disso, é importante abordar os desafios da ausência de consciência dessa problemática, como a desigualdade social e a perpetuação de preconceitos.

Sob essa análise, a disparidade social é um fator decorrente desse impasse. Isso ocorre porque aqueles que gozam de certos privilégios podem não perceber as barreiras que os outros enfrentam socialmente, esses sendo desfavorecidos. Desse modo, conforme o escritor e jornalista inglês George Orwell, " somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros". Nessa perspectiva, a falta de empatia e compreensão impede a procura por uma sociedade justa e igualitária. Assim, é preciso projetos que possam mitigar esse desafio.

Além disso, a ausência de consciência de privilégios pode levar à manutenção de preconceitos. Tal fato se dá porque a população negra, homossexuais, aceita os estereótipos existentes contra eles, sem lutar e fazer prevalecer seus direitos. Dessa forma, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no Brasil é de 9,1% para os negros e apenas 3,9% para os brancos. Nesse sentido, as pessoas que possuem maiores vantagens socialmente, não usufruem disso para ajudar os menos privilegiados. Logo, é indispensável atitudes que visem reduzir essa adversidade.

Portanto, é vital a adoção de medidas que visem combater os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade. Dessarte, cabe ao Estado, responsável por garantir o bem-estar da população, garantir a redução das disparidades sociais, por meio do asseguramento de direitos inerentes a cidadania como educação, sáude, de forma igualitária, a afim de promover a equidade social.

Além disso, o Ministério da Educação deve promover o ensino sobre o combate ao preconceito, por intermédio de paletras e debates visando abordar as consequências desses estereótipos, para que a ausência de privilégios seja extinta.