Os desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade

Enviada em 03/09/2024

Em 2024, a filha do ator Renato Aragão, Livian Aragão, viralizou nas redes sociais com discursos meritocráticos e propagando a frase corriqueiramente falada por influenciadores financeiros: “todo mundo tem as mesmas 24 horas”. Nesse sentido, a frase voltou a viralizar e os internautas criticaram a falta de consciência de classe de Livian. Dessa forma, é possível perceber que no Brasil existem desafios da ausência de consciência de privilégios na sociedade e a educação é o caminho para combater essas adversidades.

Em primeiro Lugar, vale ressaltar que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, todavia não é toda a população brasileira que tem conciência disso. Desse modo, é necessário destacar as Leis de Terras de 1850 quando as terras foram tranformadas em mercadoria oficalmente no Brasil, desde essa data o país nunca passou por uma reforma agrária, consequência que é vista em dados do IBGE que afirmam que 50% das terras em território naional estão concentrados em 1% da população. Sendo assim, a população não é esclarecida desse fato e não desenvolve uma consciência da tamanha desigualdade social existente. Então, isso não pode ser tolerado.

Além disso, é preciso destacar que a educação é o caminho para combater diversas problemáticas sociais. Por meio dela, é possível construir uma sociedade próspera. Partindo desse ponto de vista, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação estimula o pensamento racional e seus talentos individuais. Com isso, por meio do ensino é possível desenvolver na população, desde a juventude, meios para que a consciência de classe se torne presente nas mentes dos jovens. Algo que precisa ser feito para evitar problemas como preconceito e discriminalização.

Logo, a ausência de consciência de privilégios na sociedade não pode ser tolerada. Para isso, urge que o Governo Federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, implante nas escolas e universidades matérias que debatam a importância da consciência de classe e desenvolvam isso desde cedo nos jovens, para que todos tenham acesso a esse pensamento. Destarte, não existiriam mais influenciadores falando absurdos como Livian.