Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 01/04/2021
Ao fim da 2º Guerra Mundial, o Japão encontrava-se em uma crise economia e estrutural, mas utilizou o investimento na educação como principal fonte de reconstrução do país. Em contradição à isso, atualmente no Brasil, a aplicação de capital estatal não tem como prioridade a educação, o que aumenta os desafios para a formação de professores. Diante disso, convém destacar a falta de exigências para ingresso nos cursos de licenciatura e a escassez de formação continuada.
Primeiramente, nos últimos anos a admissão em cursos muito requisitados se tornou cada vez mais difícil. Com isso, os candidatos têm escolhido segundas opções de cursos, como pedagogia, que exige uma nota de corte muito baixa em provas como o Exame Nacional do Ensino Médio. Dessa forma, uma das profissões mais importantes, a de professor, torna-se desvalorizada tanto para os acadêmicos como para a população em geral.
Ademais, é importante ressaltar que somente a formação inicial não satisfaz a necessidade de ensinar aos futuros professores aspectos importantes como a didática e aprofundamento de conteúdos. Por isso, faz-se primordial a formação continuada, que pode ser definida como a continuidade do aprendizado mesmo após o curso superior. É, portanto, inadmissível que um dos maiores países do mundo não invista em melhor capacitação de profissionais da educação básica, tendo em vista que esta é a mais importante no processo de formação dos indivíduos.
Desse modo, o Sistema de Seleção Unificada (SISU) deve exigir uma média mínima para o ingresso em cursos de licenciatura, assim como o Ministério da Educação deve investir em aprimoramento de conhecimento dos professores, por meio de cursos de pós-graduação, com mestres qualificados, material didático atualizado e incentivo aos recém licenciados. Espera-se, com isso, maior reconhecimento da profissão e consequente desenvolvimento do país.