Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 05/04/2021
Maílson Nóbrega, ex-ministro da fazenda, no documentário “Brasil Rico” afirma que para haver transformação no país é necessário uma revolução na educação. Nesse prisma, os professores são peças fundamentais para a mudança do ensino brasileiro, mas apesar disso, ainda há desafios na formação e qualificação desses profissionais. E isso decorre da falta de investimento estatal e ao preconceito em relação a profissão.
Antes de mais nada, sem capital nada é possível fazer. No livro “Sapiens”, do historiador Yuval Harari, o autor relata que sem o financiamento dos governos à ciência pouco teria avançado. Partindo disso, sem dinheiro é inviável formar profissionais com qualidade, pois com o capital é possível investir em livros e laboratórios, ou seja, apredizagem e produção de conhecimento, que por fim será passado aos alunos. Em síntese, quem aprende bem ensina com qualidade.
Além disso tudo, o estigma é presente na sociedade brasileira em relação ao profissional da educação. Uma frase comumente atribuída ao físico teórico Albert Einstein: “mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Em sintonia a essa fala, é dada a profissão diversos adjetivos que afastam as pessoas dela. E o impacto disso são as vagas pouco concorridas nas universidades, que consequentemente sujeitos com baixo rendimento acadêmico acabam ocupando. Os péssimos alunos mais tarde se transformam em profissionais ruins.
Logo, para resolver tal problemática que atrasa o progresso é precisso que o Ministério da Economia, comandado pelo ministro Paulo Guedes junto ao Ministério da Educação- responsável pelo ensino do cidadão brasileiro - criarem o projeto “Fundo especial para capacitação do docente” que teria como objetivo o financiamento do professor em sua capacitação acadêmica, produzindo profissionais qualificados aumentando o “status” da profissão e por fim dando ao aluno um ensino de alto nível. Com tamanha valorização o preconceito se extinguiria naturalmente.