Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 08/04/2021
Segundo o filósofo Immanuel Kant; o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. E, ao se tratar de educação, o professor surge como o ponto central dessa pauta. No entanto, tal profissão, no Brasil, sofre constantes desafios em sua formação, em muito por conta da desvalorização sofrida por parte do Estado, junto ao descaso social dado a ela.
Em primeira análise, o desprestígio governamental diante dos professores configura-se como uma suma adversidade. De acordo com o economista Arthur Lewis, a educação nunca é um gasto, mas sim, um investimento. Apesar disto, percebe-se, frequentemente, profissionais educacionais com problemas financeiros ou de estresse, os quais, em geral, advém da baixa renda e da grande carga horária exercida por eles. Nota-se que faltam políticas de investimento a profissão, o que, consequentemente, angaria visões negativas sobre ela, as quais exemplificam a falta de interesse por parte dos alunos em cursar pedagogia, por exemplo, o que denota a um revés no sistema educacional no País, com cada vez menos estudantes atraidos pela profissão.
Ademais, o descaso, por parte da sociedade, também aparece como um viés problemático. Nesse sentido, também é notável indivíduos que não são formados como professores exercerem a profissão. Assim, tem-se, como exemplificação, formandos em medicina, direito e outras faculdades ensinando matérias como matemática e português, junto à, muitas vezes, remunerações por essas aulas. Por conseguinte, tal ação dilata a desvalorização aos professores formados, visto que, mesmo sem um diploma os indivíduos ainda exercem os cargos. Além disto, segundo o INEP, 40% dos professores de ensino médio não são formados na disciplina a qual lecionam, o que registra mais uma instabilidade na profissão.
Portanto, são necessárias medidas para amenizar os desafios na formação de professores no Brasil. Para tanto, o Congresso Federal, por meio de planos de apoio aos professores e graduandos, deve criar a Lei de Incentivo à Docência. Tal ação visa fixar um limite de horas semanais para os trabalhadores, além de estabelecer um maior piso salarial nacional, a fim de promover maior valorização para a profissão, o que, consequentemente aumentará o número de docentes qualificados no mercado de trabalho. Paralelamente, o Ministério da Educação também deve auxiliar os educadores com cursos especializados para lecionar em redes sociais, para que, dessa forma, os alunos tenham mais opções a quem recorrer diante da necessidade educacional a distância. Em síntese, esses projetos surgem para que o pensamento de Kant sobre a educação ainda continue atual.