Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 28/04/2021

Promulgada em 1948 pela ONU(Organização das Nações Unidas), a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação. Conquanto, a população fica impossibilitada de desfrutar desse direito na prática com a ausência de mentores capacitados, haja vista que o professor é a profissão que forma todas as outras, no entanto, esse grupo enfrenta desafios para a sua formação, e esse problema é causado não só por baixos salários, mas também por riscos de violência. Com efeito, debater sobre essa situação é imprescindível.

Em primeira análise, o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo, seria racional acreditar que o país possui políticas públicas que valorizassem os professores. No entanto, a realidade é outra, e esse contraste se reflete nos baixos salários. Nesse sentido, é inegável falar sobre renda na escolha de uma profissão, afinal o estudante dedica vários anos de sua vida ao se dedicar para educar cidadãos sejam adultos, jovens ou crianças, que requer ainda mais atenção e cuidados, pois é através desses profissionais que poderão se formar outros. A terceira lei de Newton sugere que, para toda ação, existe uma reação. Logo, desvalorizar a profissão de professor como ação, causa uma limitação no número desses profissionais e a educação se torna cada vez mais vaga como reação.

Em segunda análise, o risco de violência também tem papel fundamental nesse paradigma. Nesse contexto, o massacre de Columbine, Estados Unidos, em 1999 causado por dois alunos foi um exemplo disso, não só discentes foram mortos e feridos, mas também professores que tentavam proteger estudantes e outros por apenas serem vistos em corredores. Desse modo, assim como no exterior, o Brasil já foi palco desse tipo de massacres e a violência ainda é presente, o que aumenta o medo e o sentimento de relutância em se tornar um professor no país. Dessa forma, é preciso mudar essa realidade.

Portanto, é mister que atitudes sejam tomada para amenizar essa situação. Para isso, o Poder Legislativo por intermédio do Ministério da Educação deve criar uma lei que determina o salário fixo que valorize os educadores depois de formados, ora em exercício, ora no investimento de suas carreiras acadêmicas, como mestrado e doutorado, assim os alunos brasileiros terão acesso a professores extremamente capacitados em sala de aula; além disso, deve aumentar o número de bolsas, estágios e aulas práticas em universidades desde o primeiro perído para incentivar os alunos a não desistirem do curso e agregar conhecimento sobre aquilo que querem realizar depois de formados. Somado a isso, o Poder Executivo deve investir na segurança das escolas e infraestrutura, como seguranças, saídas de emergência e medidas socieducativas rígidas para alunos violentos e desreipeitosos