Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 11/04/2021
A constituição federal de 1988, documentos jurídico mais importante do país, prevê no seu artigo 6º o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observam os desafios da formação de professores no Brasil. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para o combate da desvalorização do professor, do mesmo modo tratando da educação como mercadoria, e acabam sendo os professores culpabilizados pela precariedade na educação básica. Ademais, o baixo investimento dos estados em uma educação qualitativa contribui para aumentar a problemática. Essa conjultura, segundo as idéias do Filósofo John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’ já que o Estado não cumpre sua fumção de garantis que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a Educação, o que infelizmente é evidente no país
Ademais, é fulcral apontar a falta de um plano de carreira na formação dos preceptores como impulsionador do problema no Brasil. De acordo com o Censo Escolar 2014, de cerca de 2,2 milhões de docentes da educação básica, não possuem formação adequada. Diante de tal exposto, isso combina com o fato de que a educação pública por não ter ensino de qualidade, tem grandes déficits com relação a escolas particulares, fomentando em uma desigualdade crescente de ensino. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que, o Governo, através do Plano Nacional da Educação, capacite e valorize esses profissionais, exigindo formação superior e financiando bolsas de estudos e pesquisa científica, para que assim, as dificuldades sejam sanadas. Assim, o Estado obedece ao seu ‘‘contrato social’’ tal como afirma John Locke