Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 12/04/2021

Após a Idade Moderna, de forma a acompanharem as inovações mundiais, ocorreram mudanças na escolarização dos indivíduos. Divergentemente do antigo modo doméstico educacional, começou a se depender da presença de profissionais nas áreas a serem lecionadas. Em contrapartida, no Brasil contemporâneo, tal panorama de progresso não se instalou ausente de desafios, tendo em vista que a formação desses lecionadores é ineficiente. Desse modo, é imprescindível explicitar os impulsionadores dessa crise: a despreparação desses funcionários para lidarem com realidades hostis e os baixos requisitos necessários para aqueles que escolhem esse cargo.

Diante desse cenário, é lícito postular que a carência na habilitação dos funcionários mencionados para adaptarem-se a locais marginalizados é um sustentáculo central de tal dificuldade formacional brasileira. Nesse sentido, é possível inserir o contexto do filme norte-americano “Escritores da Liberdade”, no qual os alunos de uma periferia estadunidense desconfiam de professores, visto que os mesmos sofreram com descaso e repúdio de seus antigos, que não simpatizavam com a realidade do  alunado. Paralelamente, a realidade nacional assemelha-se a ficção, uma vez que os estudantes de áreas desprivilegiadas também são menosprezados por docentes inaptos a adaptarem-se ao contexto social do colégio. Assim, percebe-se que essa falta de capactição de ajustamento às condições de colégidos suburbanos representa uma carência na constituição desse encargo.

Ressalta-se, além disso, que as baixas exigências no que tange a candidatação para a preparação para o setor alfabetizante colaboram para a acentuação desse impasse. Sob tal ótica, cabe frisar que as pontuações exigidas para os cursos de capacitação pedagógica no ENEM, exame que permite a entrada na universidade, são as menores. Percebe-se, por intermédio desse exemplo, a fraca demanda de boas médias em testes avaliativos representa a falta de quesitos demandados para exercer-se o papel de construção informativa dos futuros constituintes da nação, que, por tamanha responsabilidade, é merecedor de maior rigidez na escolha daqueles que o realizarão. Logo, tal desleixo quanto ao que é requisitado para realizar tal função prejudica a escolha de bons proletários.

Depreende-se, portanto, a urgência de medidas para resolução da problemática. É mister que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados, decrete como obrigatório o ensino universitário que pratique a aplicação didática em diferentes ambientes, incluindo os de localidade de risco, bem como o aumento das requisitações no currículo dos candidatos à vagas no ramo colegial. Ademais, essas aulas devem ser fiscalizadas semestralmente por integrantes do Ministério, de maneira que se poderá prever a atenuação dos desafios na formação docente.