Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 16/04/2021

A chegada da corte portuguesa no Brasil, em 1808, foi um marco para a educação no país. A primeira faculdade de cirurgia na Bahia, simbolizou o início de uma longa trajetória para o sistema estudantil da atualidade. Nesse sentido, a historiográfia brasileira, é manchada pela insuficiência educacional. A desqualificação de educadores e a desvalorização dessa profissão, são antagonistas no combate contra a desinformação, ignorância e desemprego crescentes no país. Tornando-se indispensável a discussão dos porquês dessa problemática, que apesar de antiga, ainda se faz vigente.

Deve-se pontuar apriori, que a profissão do professor, é indubitavelmente, substancial para qualquer que seja a profissão. Contrastando com a importância do educador, os cursos universitários como Pedágogia, ironicamente, tem os calouros com as piores notas nos principais  processos seletivos - como o Exame Nacional do Ensino Médio- e o ensino secundário. Criando, portanto, um controverso lupi de profissionais sem tanto preparo para exercer futuramente um espaço de extrema importância. Desse modo, é vital questionar os parâmetros utilizados para selecionar os novatos em cursos de licenciatura, com um olhar mais crítico e minuncioso, em formato de um possível aumento em notas de cortes, para que assim a qualificação da profissão seja gradativamente mais elevada.

Em segunda análise, é  cultural no Brasil, a sobreposição de cursos elitistas à cursos para docencia. Em 2015, o sindicado dos professores se reuniu, justamente, para reenvindicar seus direitos e mostrar a importância do educador para o país. A paralisação durou por volta de 92 dias no ensino público de São Paulo, chegando a ser considerado a maior greve de professores do país. Dessa maneira, reconstruir um cenário em que o reconhecimento social seja comum à essa profissão, é preciso que antes haja o reconhecimento profissional, por meio da valorização salárial e melhores condições de trabalho.

É imprescindível, portanto, que o Estado, como detentor do dinheiro público e da responsabilidade de zelar pelo ensino e qualidade de trabalho, deve por meio das Secretarias Estaduais e Municipais, reajustar o investimento para a educação, distribuindo verbas para o melhoramento de escolas e faculdades, visando o melhor ambiente para o ensino. Em conjutos com essas medidas, é óbvio a necessidade do aumento salarial para professores, especialmente os de ensino fundamental, pois carregam o dever de construir a base estudantil do aluno. Nesse contexto, mudanças devem ser feitas para mudar a realidade da educação no Brasil, tendo os primeiros passos ja citados, com o intuito de não apenas motificar os conflitos existentes em seguir a profissão de educador, como também a melhoria para a qualidade do aprendizado no país.