Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 19/04/2021

“Uma nação se faz com homens e livros”. Na ótica de Monteiro Lobato, essa advertência é inquestionável, uma vez que a formação dos indivíduos torna-se benéfica à saúde mental e, sobretudo, uma atitude básica na alfabetização. Nessa perspectiva, percebe-se o Brasil com um índice deficitário nessa esfera, na qual a ausência de valorização do professor e, por tabela, o absentismo de auxílio e incentivo destacam-se como um porcesso retrógrado. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à educação de qualidade é garantido a todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que a ausência de investimento nos educadores e a precária estrutura de ensino das redes públicas são fatores que corroboram para os desafios dessa formação, assim, essa deturpação educacional impede que transformações sociais ocorram, haja vista que, para o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não muda o olhar coletivo, sem ela tão pouco a sociedade muda. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático da coletividade nessa temática. Na dialética de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando a sociedade não enxerga a formação dos docentes como prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como no aumento do número de analfabetos. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para tal causa, ampliando os salários dos professores e promovendo uma melhor estrutura escolar, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa agrura, por intermédio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa  temática, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Monteiro seja uma realidade brasileira.