Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 23/05/2021

Os sofistas, considerados primeiros educadores da história, eram membros responsáveis por expressarem e darem suas opiniões para tomada de decisões políticas em Ágora. Nesse sentido, ao longo dos anos, tais representantes ganharam diversos destaques, em decorrência de suas valiosas e expressivas ideias e ensinamentos para o desenvolvimento da humanidade. No entanto, na atualidade, é fulcral ressaltar a ausência da valorização ética do profissional como causa, bem como os prejuízos sociais fomentados acerca disso.

Em primeiro plano, urge analisar a desvalorização dos professores mediante a atualidade. Nesse contexto, a falta de reconhecimento ético acerca da formação de profissionais por parte dos indivíduos implica uma falsa ideia de falso profissionalismo e capacitação desses profissionais, já que a educação brasileira não garante um ensino democrático e de qualidade aos seus cidadãos. Com efeito, tal conjuntura é análoga ao conceito de “educação intelectual”, proposto por Arthur Lewis, o qual caracteriza a falta de investimento em relação a recursos educacionais, uma vez que a sociedade se prende ao fato de que a educação básica é um recurso que não gera retorno ao desenvolvimento econômico e, consequentemente, tem sua atenção delimitada.

Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas a formação de professores no país. Nesse âmbito, a baixa remuneração e investimento vinculadas a escolas e instituições de ensino básico e superior que, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), chegou a 53%, a qual é fermentada pela restrição de informações e da ignorância por grande maioria das pessoas. Dessa feita, o desenvolvimento social e crítico da população se torna escasso, juntamente com o número de pessoas que escolhem exercer tal profissão, visto que ações governamentais restringem ideias acerca da conjuntura abordada.

Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar os impactos causados pela desvalorização e a má formação desses indivíduos no Brasil. Desse modo, o Congresso Federal, em parceria com instituições voltadas ao ensino básico e superior, deve aprovar a Lei de Incentivo à Docência, por meio da criação de um plano de apoio aos professores e estímulos aos graduandos - as quais utilizam de palestras e discursos motivacionais para incentivar esses. Além disso, cabe à sociedade criar o hábito de buscar informações de fontes variadas acerca do empecilho, as quais devem ser originadas de raízes confiáveis - com o intuito de assegurar uma mudança de pensamento crítico acerca do profissionalismo desses cidadãos. Dessa forma, garantir-se-á o combate à desvalorização e a má formação de professores no país.