Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 01/05/2021
Segundo a Lei das Diretrizes e Bases da Educação, o ensino pedagógico é um processo gradual, de inacabável efetuação e que ultrapassa os limites de uma instituição educacional. Porém, no Brasil, ainda existem muitos desafios para a formação dos professores de maneira contínua, tal como a escassez do tempo por parte do educador e o baixo salário.
Evidencia-se, primeiramente, que a falta de tempo por parte do docente é um dos desafios associados à sua formação educacional. Segundo o Censo Escolar, cerca de 20% dos professores trabalham em duas ou mais escolas. Tal fator colabora para a ausência de tempo, já que essa rotina é extremamente cansativa e desgastante, consumindo boa parte da disponibilidade do educador e contribuindo para a não continuidade da sua conclusão pedagógica. Nesse sentido, é possível perceber que a falta de tempo é um enorme impasse para a efetuação educacional do profissional.
Além disso, é de extrema relevância analisar que a baixa remuneração dos docentes é um dos desafios atrelados à sua contínua formação educacional. Segundo Arthur Lewis, economista britânico, a educação nunca foi despesa, ela sempre foi um investimento com retorno garantido. Tal pensamento afirma a importância da aplicação monetária no ensino pedagógico para uma futura revinda - como, por exemplo, a completa formação dos docentes. Porém, o investimento educacional - como, por exemplo, a remuneração dos educadores - não têm sido feito e, consequentemente, muitos profissionais acabam não tendo condições econômicas suficientes para continuar sua formação. Nessa perspectiva, é possível perceber que a baixa remuneração é um enorme impasse para a efetuação profissional dos educadores.
Desse modo, é possível concluir que a ausência de tempo por parte dos professores e o baixo salário são desafios para a formação de educadores no Brasil. Logo, o Ministério da Economia em parceria com a Secretaria de Educação devem melhorar a qualidade de vida desses profissionais por meio de um subsídio estatal que irá aumentar em 45% ou 50% o salário dos docentes a fim de que eles não precisem trabalhar em inúmeras escolas, sobrando, assim, tempo para sua formação profissional.