Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 01/05/2021

Segundo o economista brasileiro Paulo Machado, a área educativa é uma das mais desvalorizadas no país, ocupando a quarta posição e deixando o Brasil na lista das piores educações do mundo. Esse fato pode ser tomado como um problema gigante, uma vez que todas as outras profissões dependem dos vários profissionais educacionais. Dessa forma, é possível perceber que alguns fatores despontam como desafios da formação de professores brasileiros, onde se pode destacar, em suma, a baixíssima remuneração e o negligenciamento estatal sobre essa intensa problemática.

A priori, é válido evidenciar que a remuneração de professores no país não é nada atraente, o que faz com que haja pouquíssimo interesse por parte populacional em trabalhar na área. Tal fator pode ser comprovado na fala do coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, ao afirmar que, diferentemente de países como Luxemburgo e Finlândia, o Brasil remunera esse profissional de uma forma extremamente vergonhosa, ou seja, com baixos proventos se comparados à importância da profissão e sua carga semanal de trabalho gigantesca. Assim, enquanto o ganho desse não for aumentado através de incentivos governamentais, esse percalço continuará marcante no Brasil, o que pode comprometer a sapiência brasileira e a evolução dessa profissão.

Além dos péssimos pagamentos, o negligenciamento governamental termina por naturalizar e não resolver tantos desafios na formação de mestres brasileiros. Essa questão torna-se um impasse, uma vez que o poder público tem, segundo a Constituição Federal, o dever de atuar de forma marcante, a fim de proporcionar educação de qualidade para todos os cidadãos e remuneração ideal para os profissionais da nação. No entanto, assim não é feito, haja vista que as colaborações para a efetivação dos cursos não são aplicadas na intensidade ideal, verbas não são destinadas da maneira necessária para o grupo, o piso salarial é extremamente baixo e projetos para a minimização desses infelizes problemas são mínimos e, muitas vezes, inexistentes, o que faz com que tal área trabalhista não desempenhe um papel atrativo para alcançar novos profissionais.

Portanto, evidenciados os desafios da formação de educadores no país, há a necessidade de extingui-los para garantir o melhor desempenho nesse setor. Logo, é mister que o Estado, como instância máxima da nação, crie um plano de distribuição de verbas intitulado “Mais Professores”, com o objetivo de aumentar o salário desses em, no mínimo, 15%, e ajudar pessoas a entrarem e se manterem nos cursos das diversas matérias. Dessa forma, a profissão poderá ser vista como rentável e, também, ideal para se cursar, principalmenta para aqueles que não têm condições de manterem-se em outros cursos. Assim, os desafios serão minimizados e o Brasil sairá da triste lista de piores educações.