Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 06/05/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que a formação de professores no Brasil apresenta barreiras, como qual dificultam a concretização dos planos de More. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de governos para combater esse desafio. Nesse sentido, é notável que o governo não demonstração apoio para aqueles quais gostariam de seguir esta formação e nem incentivo a fim de que os outros possam se interessar. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar uma falta de investimento como impulsionadora da ausência de interesse nesta formação por parte dos estudantes no Brasil. Segundo o economista britânico Sir Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Diante de tal exposto, é possível perceber que a falta de investimento na educação em geral, influencia negativamente e não traz retorno nenhuma para nenhuma parte associada. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso é imprescindível que o governo, por intermédio de investimentos, melhore o ensino público e crie programas / bolsas para incentivar cada vez mais os estudantes a seguirem a formação de professor (a), a fim de que chegue o momento que seja algo natural e sem desafios. Assim, se consolidará uma sociedade mais independente, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.