Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 04/06/2021

O início do ensino no Brasil se deu a partir de 1519, no período colonial, com os jesuítas e desde então a educação passou por diversos processos até a sua universalização. Nessa perspectiva, a formação de professores e o ato de disseminar conhecimentos, durante o século XIX e XX, foram muito valorizados, contudo, com a globalização, acesso à internet e desvalorização do profissional educador, à procura pelo curso, as condições e os reconhecimentos despencaram drasticamente, um problema de cunho social e governamental que é pouco debatido.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que ao passar dos anos o cenário muda e piora sobre a escolha na carreira como docente, isso ocorre devido a percepção negativa dos indivíduos em relação a pedagogia. Há todo um estigma que está diretamente relacionado: à falta de estrutura das escolas, risco de violência, corte de investimentos, baixo salário, ameaça de censura, facilidade de ingresso no curso e pouca qualificação dos que se formam, assim a escolha dessa carreira ocorre mais por falta de opção, do que aptidão.

Em segundo lugar, vale salientar que diante da realidade brasileira, a falta de incentivo e investimento, intensifica a piora nos índices educacionais. Outrossim, dados do Censo Escolar fornecidos pelo Inep afirmam que mais de 24% dos docentes que atuam na educação básica do país, não possuem a formação adequada, assim, sem uma melhora o Brasil está fadado a continuar tendo problemas educacionais, com baixo nível, formação inadequada de professores e maior redução nas poucas buscas pelo curso.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal em conjunto com o Ministário da Educação, promova políticas de incentivo e valorização, para atrair e qualificar os profissionais da educação, ofertar através de bolsas para alunos e profissionais de alto desempenho seguir em um curso de licenciatura na área em que atuam e obter uma melhor habilidade, exigir das universidades uma maior cobrança sobre os alunos, com mais atividades práticas que os aproximem da realidade e cotidiano das escolas e promover aumento no salário do professor. Assim, estimular a busca pela profissão e valorizar todos os educadores.