Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 10/06/2021
A Coroa Portuguesa chegou ao Brasil para iniciar a colonização sem planos educacionais, dessa forma utilizou-se o uso da catequese forçada como um meio de educação para os índios e deixou os negros escravizados sem nenhum acesso escolar, iniciando a histórica cultura da desvalorização do ensino no País. Por causa disso, a herança da não educação perpétua até os dias atuais, visto que o Brasil é campeão em depreciar professores, possue um dos piores rankings em aprendizagem, o que faz com que ningúem deseje ser educador, pelo baixo salário ou falta de recursos para uma boa formação.
Em primeiro plano, percebe-se que os cursos de licenciatura e pedagogia tem ensinos precários e fragmentados, sem investimentos com foco para salas de aula, indispensáveis para garantir a plena formação dos professores e a aprendizagem dos alunos. Exemplo disso é uma pesquisa realizada pelo jornal “Gente” onde 71% dos educadores tomam como insuficientes a sua formação inicial, não possuindo uma graduação de qualidade. Nessa perspectiva, fica evidente que o sistema educacional superior não garante o preparo total dos docentes para enfrentar as salas de aula.
Além da remuneração precária, a desvalorização da carreira também é um desafio para a formação de professores, devido a falta de investimento em educação no País, e a baixa remuneração na área, que impede ainda mais que pessoas desejem ser educadores. Segundo, a obra literária “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire, que enumera uma série de saberes (conhecimentos, procedimentos e atitudes) para a prática pedagógica. Não qualquer prática, mas uma prática comprometida com o ensino, em outras palavras, Paulo diz que o educador precisa ser valorizado e preparado porque ele é a peça chave para o crescimento civilizátorio de qualquer País.
Frente aos desafios enfrentados pelos professores no que tange a sua formação universitária, faz-se prioridade, portanto, que o Governo Federal invista na capacitação focada de docentes, e futuros projetos de estágios em escolas durante o curso, bem como vivências interdisciplinares para o preparo intelectual dos educadores, com o objetivo de garantir um ensino de qualidade. Ademais, o Estado deve propor um reajuste do piso salarial dos mestres, através de um projeto de lei, a ser entregue na Câmara de Deputados com o efeito de valorizar os profissionais, pois é com o poder da educação que o mundo avança, e por fim irá incentivar que mais brasileiros ingressem na carreira de educador. Assim, será possível continuar a acelerar o processo de superação dos desafios vividos desde a Colonização Portuguesa.