Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 26/06/2021

Dia 15 de outubro, é comemorado em território nacional o dia do professor. No entanto, na contemporaneidade, ocasionado por instabilidade estrutural e financeira, falta de reconhecimento e segurança, faz com que a profissão seja vista como inesistência de escolha. Dessarte, convém analisar como a sociedade e a negligência estatal têm papel determinante nos desafios para a formação do profissional da educação.

Inicialmente, é possivel analisar que o meio social ao propagar desrespeitos aos proficionais da educação, permite a evasão dos futuros professores. De acordo com dados do G1, portal de noticias do Globo, Brasil lidera o rank de violência contra professores, 74% falam em agressão verbal, 60% em bullying, 53% em vandalismo e 52% em agressão física. Dessa forma, lê-se como nociva a compreensão de que em um país com uma Constituição Federal tão atualizada, permita a iminência de casos de violência contra proficionais da educação em seu trabalho.

Ademais, o Estado ao não investir na educação, promove a necessidade dos profissionais precisarem de mais de um emprego para sobreviver, o que inviabiliza a área para muitos estudantes. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, dos 38 países envolvidos, o Brasil está entre os piores no rank salárial de professores. Destarte, é inadmissível que a profissão que ensina todas as outras tenha tão pouco reconhecimento, o que torna-a exaustiva e pouco rentável para grande parte da população.

Fica evidente, portanto, a extrema necessidade da intervenção estatal para garantir o encerramento do cenário caótico frente a profissão educacional. É preciso, então, que o Ministério da Educação crie páginas na internet que informem lúdicamente de forma clara e objetiva a necessidade do respeito aos professores, por meio de verba pública, com o intuito de  desestimular a violência em âmbientes educacionais, o que leva a profissão ser mais atrativa e segura. Assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada, em que o 15 de outubro seja um dia de orgulho.