Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 01/07/2021

O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar os entraves na geração de professores na sociedade brasileira, constata-se que esse direito não tem sido pragmaticamente assegurado na prática. Portanto, é imprescindível enunciar o aspecto sociocultural e a insuficiência legislativa como pilares fundamentais da calamidade.

Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator sociocultural. Sob tal perpectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada no contexto dos obstáculos na formação de educadores no Brasil. Dessa maneira, discorrer criticamente essa problemática é o primeiro passo para a consolidação de um país equânime.

Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das lei contribui para a persistência do infortúnio. A esse respeito, o filósofo grego Aristóteles afirmou que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos. Nessa lógica, a situação atual contrasta o ideal aristotélico, posto que as dificuldades enfrentada no ensino de professores permanece no cenário brasileiro. Assim, soluções devem ser tomadas pelo Governo com o objetivo de atenuar o revés.

Infere-se, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Logo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de realizações de palestras e cursos, irá instruir e educar professores com a finalidade de formar educadores mais capacitados. Essa medida ocorrerá pela elaboração de um projeto estatal, em parceria com as escolas. Feito esses pontos, com a visão crítica de Durkheim e a justiça de Aristóteles, a sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel como enfatizou Durkheim.