Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 02/07/2021
O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, que por sua falta de qualidade, desestimula os jovens, tornando um desafio a formação de docentes. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da desvalorização de professores, tanto em sua formação, como na sua carreira profissional.
Sendo assim, é fundamental apontar a desvalorização de professores como impulsionador da estigmatização da sua carreira docente no Brasil. Segundo, o site globo, cerca de 49% dos professores não recomendam a profissão, em uma pesquisa realizada. Diante de tal esposto, é evidente que a sua formação não é atraente, tornando o ensino cada vez menos valorizado, já que não estimula mais os jovens a missão de educar. Logo, é inaceitável que esse problema continue a perdurar.
Diante desse cenário, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os desafios na formação de professores, já que, com a baixa remuneração e a falta de investimentos para um ensino de qualidade, torna-se um desafio ser professor no Brasil. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como um emprego digno e uma educação de qualidade, o que infelizmente não é a realidade do país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculo. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de verbas, revalorizar os professores – aumento de salário, investimentos em sua formação e em estabelecimentos de aprendizagem – a fim de professores dedicados o suficiente para ofertar um ensino de qualidade. Assim, será consolidada uma sociedade mais tolerante, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.