Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 21/07/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no cenário atual é o oposto do ideal difundido pelo autor, uma vez que a formação de professores ainda é um entrave a ser mitigado. Essa realidade é fruto de falhas no sistema educacional e da falta de valorização.

A partir disso, é válido salientar que as falhas no sistema educacional tornam-se um dos maiores aliados aos desafios na formação de professores. Segundo o escritor brasileiro Rubem Alves “Há escolas que são asas e há escolas que são gaiolas". Em outras palavras, ele quis dizer que existem escolas que estão preparando seus alunos para serem excelentes profissionais, e existem escolas que estão apenas passando o conteúdo sem retorno algum, visto que as notas baixas no ENEM — Exame Nacional Do Ensino Médio — são consequências das falhas no sistema, a fala do escritor Rubem é vista como verdadeira. Consequentemente, dificulta à finalização da problemática.

Outrossim, a falta de valorização da profissão corrobora com o problema. De acordo com o PISA — Peograma Internacional De Avaliação Dos Alunos —, os países com melhores índices educacionais valorizam os professores e exigem os melhores índices acadêmicos para quem deseja seguir a profissão docente, devido aos riscos enfrentados em sala de aula, o baixo salário e a carga-horária, muitos jovens não valorizam o profissional da educação. Assim, é notório a necessidade de reformulação dessa postura.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem na formação de professores no Brasil. Logo, a fim de finalizar o problema enfrentado cabe ao Governo, no papel do Ministério Educacional, promover campanhas e palestras que falem sobre a importância do profissional da educação para os cidadãos, por meio de redes sociais, cartazes e encontros nas próprias escolas, ministradas por professores e diretores. Como também, cabe aos diretores escolares um direcionamento direto com seus alunos, por meio de conversas individuais que possam ajudar na dedicação durante o ano letivo, de forma que no final do ano eles possam escolher o curso de letras por mérito, e não por nota baixa. Dessa maneira, o problema enfrentado chegará ao seu fim.