Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 03/08/2021
De acordo com o ENADE, cerca de 1/5 dos estudantes escolhem o curso de pedagogia como segunda opção. Porquanto, na sociedade atual, fica visível o desinteresse na formação de professores. Nesse viés, percebe-se que essa problemática é uma consequência direta do índice de violência nas salas de aula e do esteriótipo construído pela população sobre a carreira docente.
Em primeiro lugar, o índice de violência contra os professores é um grande desafio para a formação de docentes. Nesse sentido, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil lidera o ranking de agressão contra professores, o que demonstra a dimensão do risco de vida que se tornou exercer essa carreira no Brasil. Ademais, mesmo que haja interesse no exercício da profissão, se torna inviável ser mestre no país devido as condições precárias que os professores se encontram, além de terem que se proteger de seus próprios alunos. Por esse motivo, o desinteresse na carreira é uma realidade vigente no Brasil.
Além disso, em segundo plano, o desapego na área se agrava por causa dos esteriótipos criados pela população brasileira. Exemplo disso são as frases criadas pela própria população para denunciar a precariedade vivida pelos docentes, como: “Professor ganha mal”, “Professor não tem tempo pra viver” e “Acho muito bonito, mas não teria coragem”. De tal forma que, mesmo que hajam ajustes salariais e melhoria nas codições de vida no exercício da profissão, essas expressões serão passadas para as próximas gerações, como já dizia o sociólogo Emile Durkheim: “O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela” ou seja, a tendêcia é que o pensamento se perpetue. Por isso, entende-se que esse é um desafio da formação de professores no Brasil e deve ser parado com urgência.
Portanto, infere-se que os impasses descritos devem ser subtraídos. Uma forma de reduzir a problemática é pela criação de programas educacionais para alunos e professores, por meio de palestras e rodas de conversa (tanto em espaços públicos como em redes sociais), criado pelo Ministério da Educação com o intuito de reduzir os esteriótipos e, também, a violência contra o professor nas salas de aula. Dessa maneira, espera-se que os 1/5 não tenham a pedagogia como segunda opção, mas possam segui-la por vontade própria.