Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 07/08/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e a educação como valores supremos de uma sociedade fraterna. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios da formação de professores no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a carência de investimento e a falta de infraestrutura.
Nesse contexto, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a escassez de investimento. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país. Nesse sentido, o sistema educacional brasileiro, embora firmado legalmente, não encontra capital para se tornar acessível para todos.
Ademais, é fundamental apontar a insuficiência de infraestrutura como impulsionador dos desafios da formação de professores. Nessa sequência, de acordo com dados do Tesouro Nacional, atualmente o investimento em infraestrutura é baixo e configura-se como o menor em 10 anos. No entanto, sem estrutura não há como atuar na questão das dificuldades da formação de professores, que encontra-se de forma precária. Assim, a priorização do dinheiro público em outros setores ou demandas atua como forte empecilho na intervenção da ausência de infraestrutura. Diante de tal exposto, é nítida a negligência governamental, e isso é um problema, pois implica diretamente na graduação do estudante fazendo com que o próprio seja prejudicado.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os desafios da formação de professores no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verba, invista e construa novas universidades, para que todos os universitários tenham acesso à educação de qualidade. Assim, será consolidada uma sociedade mais educada, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.