Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 03/09/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os desafios da formação de professores no Brasil, verifica-se que essa visão e constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a falta de apoio por parte social a os professores.
Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o descaso federal nessa área torna-se cada vez maior, trazendo consequências como a falta de infraestrutura, que causa uma maior dificuldade de aprendizado e formação desses professores, a baixa remuneração desses profissionais que leva a o desestímulo de muitos jovens a não seguirem essa profissão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, o baixo apoio pela sociedade a esse grupo também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o Movimento Todos pela Educação (MTE), professores recebem, na média, o equivalente a 71,7% da média de profissionais com o mesmo nível de formação. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a valorização dos profissionais da educação na nação verde-amarela e estrondosamente côncava, desvalorizando e trazendo pouca meritocracia a esse serviço essencial nos tempos atuais, causando malefícios como a desistência e desestimulação de jovens a seguir esse setor, tornando um campo com falta de profissionais qualificados e escassos. Destarte, tudo isso retarda na resolução do empecilho, já que o desprezo social por esse âmbito contribui para esse cenário caótico.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em auxílio e suporte, através de projetos e instituições públicas, uma vez que com essa ajuda esse grupo poderia ser beneficiado e satisfeito, progredindo, evoluindo e prosperando esse trabalho, com o objetivo valorizar, trazer maior remuneração e incentivar os jovens e adolescentes a se formarem nessa carreira profissional. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.