Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 02/11/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à educação. No Brasil, entretanto, tal prescrição encontra entraves, sobretudo na formação de professores. Nesse sentido, torna-se crucial analisar as causas desses revés, dentre os quais se destacam a negligência governamental e a falta de investimento.

A princípio, é imperioso notar que a negligência do Estado potencializa os desafios da formação dos professores no Brasil. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polônes e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível de uma intervenção estatal.

Ademais, é fundamental apontar a falta de investimento como impulsionador da criação de novos educadores no Brasil. Nesse prisma, há uma grande falta de infraestrutura nas faculdades federais e estaduais, contando com a falta de investimento e de base educacional. Segundo as ideias do filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que a comunidade desfrute de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Em suma, atenuar os desafios relacionados a geração de novos professores é fundamental. Logo, o governo, em parceria com o Ministério da Educação, deve financiar projetos educacionais nas escolas e faculdades, por meio de uma ampla divulgação midíatica, que inclua propagandas televistas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Com isso, tende-se tornar individuos conscientes acerca da gravidade do assunto na sociedade. Espera-se, contudo, que o conflito evidenciado seja gradativamente erradicado no Brasil.