Os desafios da formação de professores no Brasil
Enviada em 08/11/2021
Em um dos episódios da animação norte-americana “South Park”, a professora dos protagonistas passa por humilhações, provenientes dos alunos, e resolve pedir demissão no meio do ano letivo. Todavia, a escola enfrenta dificuldades para encontrar substitutos, originando debates sobre as péssimas condições de trabalho. Contudo, tal problemática não é exclusiva da ficção, posto que a formação de professores no Brasil enfrenta desafios, seja pela baixa remuneração, seja pela desobediência no âmbito escolar.
A priori, é notório que a oferta salarial desestímula a adesão da Pedagogia como prioridade de carreira. De acordo com o escritor e economista de corrente aústriaca “Murray Rothbard”, o dinheiro é um agente incentivador da sociedade, fomentando a qualidade de serviços, assim como o número de pessoas que irão oferece-los. Logo, a renda do educador precisa ser equivalente à sua importância, uma vez que este tem papel fundamental na formação de todas as outras profissões, para que, assim, eduque toda a sociedade de maneira satisfatória. Entretanto, o salário atual do professor é contrário ao ideal, problematizando não só o pedagogo, como também a população brasileira.
Em segundo aspecto, as circunstâncias dos empregos dos educadores podem gerar adversidades que excedam a área profissional. Conforme a Psiquiatria, o estresse diário no trabalho pode originar diversos distúrbios mentais, como a Síndrome de Burnout, que é relacionado à ansiedade, depressão e desenvolvimento de transtornos de personalidade. Portanto, tutelar salas de aula, com índividuos em formação, pode ser um desafio desgastante, posto que a imposição da ordem gera estresse e coloca o profissional em posição vulnerável aos problemas psicológicos descritos, acentuando o desencorajamento do educador.
À vista disso, é necessário que o Estado tome medidas para combater a problemática. Para isso, o Ministério da Educação precisa melhorar as condições de trabalho do pedagogo, por meio de bônus na renda daqueles que apresentarem melhores desempenhos, diante a nota média dos respectivos alunos, e de consultas gratuitas com profissionais da psicologia nas escolas, para que estes possam lidar com o estresse da rotina. Deste modo, os educadores poderão ser amparados e incentivados para continuar na profissão.