Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 13/11/2021

Em um dos episódios da animação norte-americana “South Park”, a professora dos protagonistas é humilhada pelos próprios alunos e, por conseguinte, resolve pedir demissão no meio do ano letivo. Todavia, a escola enfrenta dificuldades para encontrar o substituto, posto as péssimas condições de trabalho oferecidas. Contudo, tal problemática não é exclusiva da ficção, sendo que o Brasil passa por adversidades diante a formação de professores, seja pela baixa remuneração, seja pelo estresse no âmbito escolar.

A priori, é notório que a oferta salarial desestimula a adesão da atividade pedagógica como carreira. De acordo com o escritor e economista de corrente austríca Murray Rothbard, o dinheiro é um agente incentivador da sociedade, fomentando a qualidade de serviços, assim como o número de profissionais para tais. Entretanto, o educador, apesar de ser uma das carreiras mais importantes para a população, não é financeiramente reconhecido, fazendo com que o esforço deste seja proporcional à isto. Logo, o desincentivo na área que forma outras categorias pontua o problema.

Em segundo aspecto, as circunstâncias empregatícias originam adversidades que excedem a atuação profissional. Conforme as Ciências Médicas, o estresse no trabalho pode gerar a Síndrome de Burnout -problema relacionado à ansiedade, depressão e transtornos de personalidade-, maleficiando toda a vida pessoal do empregado. Portanto, tutelar salas de aula com, muitas das vezes, crianças e adolescentes é uma tarefa estressante, posto a necessidade de impor ordem constantemente, colocando estes pedagogos em posição vulnerável aos problemas psicológicos descritos. Assim, acentua-se o desencorajamento para exercer tal atividade.

À vista disso, faz-se mister que o Estado tome medidas para combater a problemática. Para isso, o Ministério da Educação precisa melhorar as condições de trabalho do educador, por meio da inserção de psicólogos nas escolas públicas que possam administrar o estresse rotineiro destes profissionais, e de planos de carreiras que visem reajuste salarial, mediante ao desempenho dos alunos nas respectivas matérias. Deste modo, os educadores serão incentivados e amparados, podendo, assim, exercer a profissão corretamente.