Os desafios da formação universitária
Enviada em 05/11/2019
No Brasil, as melhores universidades sempre foram as públicas: USP e UNICAMP, por exemplo, figuram entre as 300 melhores do planeta, segundo o ranking inglês THE (Times Higher Education). Essa qualidade é proveniente de investimentos, principalmente em produção de conhecimento, além da oportunidade de ensino gratuito à população.
Quanto à produção de conhecimento, pesquisas de enorme relevância são desenvolvidas no país. Na UnB (Universidade Federal de Brasília de Brasília), por exemplo, há o desenvolvimento de um equipamento para facilitar a cicatrização de diabéticos. Tal iniciativa pode reduzir gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) com esses pacientes e proporcionar maior qualidade de vida, evitando o sofrimento de amputações. Se a instituição fosse privada, o mais provável é que esse estudo não existiria, pois a prioridade seria o lucro, indício disso é a inexistência de pesquisas científicas em faculdades particulares no território nacional.
Em relação á à gratuidade, se hoje os mais pobres são minoria no Ensino Superior ensino superior público, a cobrança de mensalidade reduziria o percentual desses a próximo de quase zero. O número de estudantes oriundos de escolas públicas nas faculdades aumenta com programas sociais como cotas, subsídios e bolsas e não com mais um entrave financeiro.
Enfim, o aparente gasto com pesquisas pode reduzir custos para o Governo, como no caso de estudos relacionados à saúde, e a gratuidade é essencial à formação de muitos alunos. A educação, portanto, precisa ser prioridade e os investimentos em Universidades públicas mantido mantidos ou, se possível, ampliado ampliados.