Os desafios da formação universitária
Enviada em 22/03/2020
Uma questão de evolução
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Essa máxima do pensador Paulo Freire evidencia a importância da educação na evolução de uma nação. No entanto, no Brasil, essa evolução social é impedida devido aos desafios enfrentados pelo corpo discente na conclusão do Ensino Superior. Como resultado da negligência de diversas Universidades, tal problemática possui profundos impactos econômicos que devem ser debatidos.
Em primeiro lugar, vale salientar que diversos cursos possuem aulas em período integral, que impossibilitam que os estudantes cumpram com outras obrigações de sua vida pessoal. Por consequência , a evasão do corpo discente se agrava. Dessa maneira, a postura das Universidades Públicas no que concerne a vida pessoal de seus alunos configura-se como negligente e desrespeitosa aos direitos educacionais garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, uma vez que alunos que precisam trabalhar, são impedidos de usufruir desses direitos devido aos diversos desafios advindos da inflexibilidade da grade de aulas de diversas universidades. Uma vez que, estudantes com filhos, por exemplo, não conseguem conciliar sua vida pessoal com sua formação.
Em segundo lugar, os desafios enfrentados pelos estudantes na formação universitária contribuem para a não conclusão do Ensino Superior de milhares de alunos, impasse que possui profundos impactos econômicos. Visto que, com o mercado de trabalho cada vez mais exigente quanto a qualificação profissional, pessoas que não finalizam seus estudos passam a ingressar em profissões mal-remuneradas, comprometendo o progresso e a economia do país, comprovando assim, que Kant estava correto ao afirmar que “O homem é aquilo que a educação faz dele.”
Por conseguinte, é essencial a tomada de medidas que facilitem a formação universitária no país. Urge que as Universidades Públicas, por intermédio de subsídios tributários, flexibilizem seus horários, abrindo turmas não integrais e ofertando aos estudantes cursos de graduação a distância, com o fito de facilitar a vida dos universitários. Dessa maneira, haja vista que a educação é uma questão de evolução, seria possível que o progresso social descrito por Paulo Freire se concretizasse no Brasil.