Os desafios da formação universitária
Enviada em 22/03/2020
Curva da mudança na vida acadêmica
No que concerne à formação universitária, a função dos docentes e discentes nas questões metodológicas, são fundamentais para a formação da educação. A abordagem desses, com a massa que acaba de adentrar o ensino superior, será um dos caminhos para a satisfação profissional dos alunos. Outro ponto que afeta a qualidade intra-institucional são os âmbitos socioeconômicos, barreira essa que está sendo equipada com políticas publicas de apoio estudantil.
No Brasil, a taxa de evasão das universidades, sejam elas públicas ou privadas chaga aos alarmantes 48%, desta porcentagem a maior parte se deve ao sentimento de descontentamento por parte do educando. Esse grande débito deve-se a carência de ensino básico nas escolas. Ao adentrarem na vida acadêmica este rombo não é suprido pela docência universitária. O conteúdo não é traduzido de forma mais elementar, reproduzindo-se um fluxo direto de desistência e um sentimento em comum de fracasso.
Além disso, outro ponto importante é a barreira socioeconômica. Estes ambientes ainda se encontram muito elitizados, isto é, a pouca parcela que consegue custear esse aprendizado, terá de arcar com os valores exorbitantes de moradias, alimentação, transporte e manutenções nesse meio. Um numerosa parcela destes jovens são um fluxo de renda familiar, por consequência a perda deste membro, gera um deficit, que na prática é um grande argumento para o afastamento de seus estudos, ademais encontram a grande concorrência em universidade públicas, onde boa parte não tem possibilidade de pagar por um cursinho pré-vestibular.
É possível perceber, portanto que as maiores dificuldades do ingresso e permanência do estudante está no contexto familiar e escolar. Políticas públicas de apoio estudantil vem reduzindo o fardo econômico de famílias de baixa renda -como o SISU, o auxílio transporte, moradia, entre outros- para que essas tenham um incentivo para sua continuação. Já no que se refere a complementação de docências, nosso governo ainda sofre de uma carência que só irá ser modificada com o aperfeiçoamento da licenciatura e -assim como muitas universidades já exercem-, implantar uma semana complementar de ensino básico, como português e matemática, em seus primeiros momentos ambiente superior.
Conclui-se que a demanda por um conhecimento acima do abordado pelas escolas de ensino fundamental, gera uma esvaziamento das cadeiras na atualidade, e que muito além do auxilio financeiro está um equilíbrio psicológico de satisfação com o próprio curso por parte do aulista.