Os desafios da formação universitária
Enviada em 26/12/2020
A Constituição Federal, em seu artigo 6º, assegura a educação como um direito social. Entretanto, esse documento é ferido com os desafios que sofrem os centros universitários no país, que dificultam a plena instrução e a formação de senso crítico dos discentes. Dentre eles, o sub financiamento, os quais não recebem verba suficiente para a manutenção e aquisição de materiais, assim como a constante evasão de alunos, motivada pela falta de adequação e preparação do corpo docente, que afeta a formação dos acadêmicos. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar da frase de Immanuel Kant, “O homem é aquilo que educação faz dele”, e como essa passagem remete-se à importância de um eficiente sistema educacional. Porém, esse complexo está em defasagem, uma vez que poucas verbas são destinadas a ele, como mostra na pesquisa do G1 que apenas 6% do Produto Interno Bruto é destinado ao ensino, e que reflete, de maneira imediata, no sucateamento desses âmbitos estudantil. Ainda segundo o G1, o Governo anunciou, no final de abril de 2018, o congelamento de 1,7 bilhões de reais que seriam destinados ao setor e usados para qualificação e preparo, assim, com a pesquisa, fica evidente que quando a negligência é regra, a qualidade nas instruções é exceção.
Outrossim, outro impasse a ser superado pelo conjunto pedagógico é a crescente taxa de evasão, que, consoante dados do Ministério da Educação (MEC), soma mais de 15% em 2018, e é fruto, principalmente, do atraso dos alunos em relação ensino básico, o qual muitos têm dificuldade de aprendizado, e da má estruturação do centro estudantil, como falta de professores, metodologia e materiais adequados, além da falta de segurança nesses locais. Posto isso, a série brasileira “Segunda Chamada”, transmitida pela Rede Globo, mostra de maneira fidedigna a situação precária do sistema público de ensino, com atraso de conteúdo, falta de profissionais e violência, evidenciando como a ficção imita à realidade.
Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, por meio de um programa de realocação de verbas, aumentar os investimentos na educação, e, com eles, investir e aplicá-los em oficinas e treinamentos para capacitação de pedagogos e na compra de materiais pedagógicos, a fim de melhorar a estrutura educacional, preparar da comunidade escolar e deixar os universitários aptos e capacitados. E só assim, com medidas graduais e progressivas, sanar a crise no sistema educacional universitário e fazer valer a Carta Magna de 1988.