Os desafios da formação universitária
Enviada em 19/07/2021
Durante a história do Brasil, a educação nunca foi prioridade entre nossos governantes. Durante a primeira década do século XXI, o governo brasileiro implantou novos mecanismos para inserir mais jovens no ensino superior. Embora seja uma atitude positiva - que visa a inclusão, a maioria desses jovens chegam com quase nenhuma base prévia nas salas de aula da universidade. Diante desse cenário, faz se necessária uma profunda reforma em todo o sistema de educação no Brasil, visando uma melhor formação do indivíduo a fim de reduzir suas dificuldades durante a vida.
Primeiramente, cabe ressaltar a importância da educação em nossa sociedade. Um indíviduo bem informado e capacitado, tende a desenvolver um pensamento crítico sobre a realidade e contribuir de maneira notória para o desenvolvimento humano. Entretanto, no Brasil, a vida de um acadêmico não é fácil. De maneira proporcional ao tamanho territorial do país, há poucas vagas de curso superior nas universidades públicas brasileiras, fazendo com que o candidato tenha que enfrentar um processo seletivo para entrar na universidade. O governo federal criou meios como o Prouni e as ações afirmativas para conceder benefícios aos estudantes carentes da rede pública de ensino. No entanto, a maioria desses jovens carentes não tiveram uma boa preparação durante o ensino básico e, enfrentam demasiadas dificuldades para se formar, tendo em vista ao elevado grau de complexidade de algumas leituras obrigatórias dentro de sua formação.
Em segundo lugar, é válido pontuar que a pressão exercida pela sociedade, influencia de maneira negativa o comportamento do jovem. Visto que, as pessoas em nosso meio afirmam que para ser bem sucedido, o indíviduo deve ser graduado, e de preferencia em medicina - curso mais concorrido do Brasil. Muitas vezes, o vestibulando enfrenta anos de estudo para conseguir este tão sonhado prestígio social a fim de ser bem remunerado. Segundo Aristoteles, um homem virtuoso, é aquele que desenvolve uma atividade de alma. De maneira análoga, os indíviduos devem realizar suas vontades independentemente da opinião alheia, pois sem felicidade, o dinheiro não serve de nada.
Portanto, para reduzir os desafios da vida universitária, é necessária uma reforma na qualidade no ensino básico brasileiro. O Governo federal através do MEC, deve tornar o ambiente escolar mais atrativo utilizando uma linguagem coloquial para realmente capacitar o jovem que por sua vez chegue à universidade sabendo de fato quais são seus anseios. Não só, mas também, é necessário a criação de novas universidades com realocação de verbas, a fim de criar novas vagas e reduzir a enorme barreira entre o jovem e a universidade. De fato, se investirmos na educação, ela trará frutos para as próximas gerações e reduzirá substancialmente a alienação dos indíviduos.